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 Falando Sério

09/08/10 - 09:09
Cantoria

Sempre constou dos Anais
Da vergonha do estado
Que a Casa Raimundo Moraes
Pertencia ao Deputado
E a trama foi acertada
Para a eleição forjada
Na busca do resultado

 

Prefeito e Parlamentar
Na linha da contramão
Resolveram de montar
A chapa da traição
E reuniram de novo
O lote de baba ovo
Cheios de má intenção

 

Mas se deu logo o entrave
Na porta do casarão
Como entrar sem ter a chave?
Pergunta o edil meninão.
Quem ousou trancar a porta
Do manicômio que corta
Qualquer senso cidadão?

 

O presidente “inventado”
Se afoba, se agita e berra
Interliga pro deputado
Que nos pés não acha terra
Disse: assim nós vamo embora
Estamos do lado de fora
Ou então ta feita à guerra.

 

O outro de paletó
Disse: Calma, não lamente
E não pense que está só
Use astúcia, use a mente.
Traga um chaveiro apressado
Desses que são bem escolados
Num arrombamento descente

 

 

 

 

O presidente suava
O secretario gemia
O vigia se urinava
Lá dentro na galeria
E nesse ato singelo
Na porrada do martelo
A Câmara toda tremia

 

A porta se abriu em banda
E a frota subiu a escada
E numa ação de debanda
A eleição foi firmada
“Pra acabar com o entrave
Quero logo toda chave”
Disse a presidência empossada

 

O senhor quer toda chave?
Pergunta o vigia ao doutor
Mas isso é coisa bem grave
E inclui a do caçador?
Se entupa seu ordinário!
Você e qualquer funcionário
Vão tá na rua sem dor.

 

A presidência assumiu
Nessa zorra atrapalhada
E foi o povo quem ouviu
Do Gabinete, a tirada:
“Será assim do meu jeito
Enquanto meu pai for “prefeito”
A zona ta liberada”

 

A população dá risada
Dos palhaços que elegeu
E nem se dá conta de nada
Do prejuízo que é seu
A CPI é piada
Que não encontra morada
Só não vê que já morreu.
FALANDO SÉRIO!

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10/07/10 - 10:47
SUA EXCELÊNCIA O FESTIVAL!

É certo que vocação de Garanhuns para as artes passa dos vinte anos e frio e chuvas em julho são seculares. Falando sério. Mas foi naquele ano de 1990 que essa vocação tomou corpo consolidando um dos maiores eventos culturais do país. É bom também que se diga que o DNA do Festival de Inverno vem dos anos 70 quando inventávamos uma tal de 48 Horas de Arte, reunindo nas dependências do teatro, apresentações de peças teatrais, música e artesanato, para dor de cabeça de Dom Gerardo Wanderley, então primeiro diretor do Centro Cultural. Se isso já dava o que falar em tempos de repressão política, imagine inventar uma feira de artes num pedaço da praça Dom Moura, com a mesma intenção de apoiar e divulgar os artistas e suas artes ao ar livre. Enquanto Ivonita Guerra atravessava a rua para sentar-se com os “malucos” e aplaudir as manifestações, a vizinhança azeda dizia pra policia que se fumava muita maconha e se fazia amor a céu aberto. E se fumava e se transava mesmo! Porque não existia nada mais aventureiro do que traçar uma “cabocla” nas moitas de papoulas que circundavam a praça, com ou sem “baseado”. Falando sério. Eu tava lá e não preciso dizer que tava, quando os emergentes das artes e os neo-intelectuais de Garanhuns hoje, ainda eram espermas, correndo o risco de serem jogados pra fora numa masturbação caprichada. Porra louquice à parte, convém admitir que ninguém é pai do Festival de Inverno. Ele é fruto dos impulsos elétricos de artistas avulsos, manifestado a granel ao longo dos anos na insustentável capacidade que as coisas têm quando precisam acontecer.Mas também é certo que nos anos 90, Ivo Amaral ajudou a batizar a nova criança de Garanhuns, deu nome e acalentou os primeiros passos do evento. Bartolomeu Quidute colocou a criança na escola. Profissionalizou o festival, lhe deu ares maduros e um rosto virado para frente. Silvino Andrade lhe conferiu melhor lugar com a construção da praça de eventos e Luiz Carlos de Oliveira... (Pule essa parte). Falando sério. O certo é que temos em casa uma das maiores vitrines da cultura pernambucana e o mais diversificado encontro das artes do país. É mole? É. Por isso que não entra! Não entra na consciência político-administrativa de nossos gestores de que temos nas mãos um grande filão de desenvolvimento e geração de divisas. O Festival de Inverno chega a seu aniversário de 20 anos com um pires nas mãos e pedindo ao Governo do Estado um “tiquim” de carinho. Tendo que andar conduzido pelas mãos fraternas da Fundarpe, o nosso Festival consegue pais adotivos de bom coração e está um rapazinho bonito, mas cada vez mais maltrapilho e só. A prefeitura não guardou um centavo pra festa, sabendo que viriam muitos convidados. A casa está desarrumada, o anfitrião político jogado às traças da descredibilidade e o pensar artístico sobre o evento tem síndrome de down. Não há bolo de aniversário e nem vamos cantar parabéns. O único bolo que se tem notícias é o bolo financeiro que dizem ser dividido com muitos que fazem a Irmandade dos Cofres Públicos Municipais da terrinha. A seita é nova, mas tem adeptos pra cacete! Mas eu bato palmas pro evento, canto parabéns sozinho e acendo uma vela em ação de graças pra qualquer santo que estiver de plantão, mesmo sem ter muita certeza de que do jeito que vai, esse acontecimento tenha de vida longa. Falando sério.

 


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02/04/10 - 02:38
Pulseira do sexo pode ser útil em Garanhuns

Em meio às futilidades que movem o país, está a pulseira do sexo. Falando sério. A tralha importada da Europa deu o que falar no Brasil quando se descobre que a intenção do uso é o estímulo a prática sexual aleatória entre crianças e adolescentes. Conforme a cor usada, vale um beijo na boca, mostrar o peito, transar mesmo à força, fazer sexo oral e por aí vai. Pais entraram em pânico. Entre proibições e boas conversas com a gurizada, a tal pulseira já começa a entrar em baixa de aceitação. O pior é que se continuarem a dizer que está censurada, proibida e tal, aí é que dá vontade de usar. É ou não é?Assim, deixa quieto. Eis que tenho uma idéia melhor para que os camelôs não percam milhões de pulseiras compradas. Vamos presenteá-las em Garanhuns a nossos políticos! Falando sério. Justifica-se, porque na verdade, observa-se que nesta fase de pré-campanha eleitoral, tudo o quanto é de prefeito, ex-prefeitos, vereadores, lideranças, políticos com ou sem mandato, já entraram no cio à procura de parceiros para o acasalamento. Calculo que o período fértil vá até o final de junho, prazo final das convenções partidárias e definição das candidaturas. Então, sugiro que o nosso eleitorado identifique nossos políticos nesse período de ovulação, com as tais pulseiras. Não precisa ter essa conotação sexual como tem o outro polêmico adereço. Cada um dos políticos de nossa cidade tem o direito de usar sua vulva como quiser... Sugiro que as pulseiras tenham identificações de cores, de conformidade que sinalize em nosso eleitorado, o grau de canalhice de cada uma de nossas figurinhas políticas. Por exemplo: Pulseira de Cor rosa: Caixa 2. Amarela: Peculato.Vermelha: Improbidade Administrativa (muito em gosto por aqui).Azul: Desvio de dinheiro Público.Preta: Nepotismo.E por aí vai.Se o eleitor observar o semblante da cambada que está prestes a bater em sua porta este ano, e avaliar pelo retrovisor do tempo de duas ou três décadas a decadência de Garanhuns, vai identificar,com facilidade, o perfil do político e que tipo de pulseira  cada um merece ganhar.Duvido que não tenha um só, que não mereça uma dessas argolas.Sugestão dada e também  uma maneira de mantê-los na conquista de parceiros para copular em nome do povo, enquanto você tira o seu da reta. Falando sério.
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03/04/10 - 03:23
S.Ó.S

A Praça Irmãos Miranda não é apenas mais um lugar público que a administração municipal escolheu para cuspir no povo o  descaso do seu dia a dia.O que torna mais grave é que ali também nasceu uma Garanhuns inocente da sacanagem dos dias atuais. É um pedacinho de nossa história que o governo municipal vem colocando o cianureto de sua gestão e abrindo tumores sociais purulentos á céu aberto. A população é submetida a experimentar o que é abandono, falta de respeito, atentado a saúde pública e, sobretudo, o impacto de uma administração mumificada pela química do rabo preso e da incompetência. Falando sério.

Já certos de que a cidade tem mais de um prefeito, a população apela pra qualquer um que estiver de plantão, querendo soluções simples. O problema não apenas se arrasta há anos naquela área, como também se confirma junto à patifaria administrativa sem pulso e sem norte para suas ações. Sai da boca de fornecedores a noticia de que nenhuma porta comercial na cidade se abre mais, antes que o governo pague “merrecas” atrasadas ou diluídas em pagamentos excusos. Falando sério.

Então nada se pode fazer. Espera-se o dia do juízo final para a redenção de um município alagado em insuficiências. A urbe confabula que é na força do celular ameaçador que Garanhuns sofre o açoite de seus algozes. É infame se torturar assim quem vislumbra há mais de séculos horizontes promissores. A farsa sequer sabe ser lúdica.

O disfarce na mídia é incompetente e estéreo e há um abismo que persegue a cidade se a leitura política e o comportamento administrativo não forem revistos hoje. O tecido eleitoral contamina-se e fragiliza-se colocando Garanhuns numa condição de carências pela orfandade que se constrói.

O urdimento social rompe-se em guetos fragmentados e nem mesmo há, tão confiante, a unidade do pensamento político das alcovas de governo, se os salários não forem antes bem acertados e etc. coisa e tal. Dizem que foi nas proximidades da Praça Irmãos Miranda a chacina ocorrida na Hecatombe em 1917.Observe você, que a chacina agora tem outro nome: Descaso Público.Falando sério.

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10/03/10 - 10:22
O Pecado desce o altar

“Chegou o DVD do padre! Tá melhor do que o de Lula!” Grita a molecada na marginalia de seu comércio clandestino de venda de filmes nos becos da Santo Antonio em Garanhuns. O protagonista do filme é um monsenhor ancião de uns oitenta anos,cujo papel é ficar  agarrado a genitália de um jovem coroinha de sua paróquia e levá-la à boca em sucções repetidas.Falando sério.Ainda repercute em Arapiraca, no Brasil e no resto do mundo os casos de pedofilia denunciados em TV aberta.Tem beata passando mal na Terra do Fumo e o Papa demonstrou preocupação com outros casos envolvendo padres da Igreja Católica. Essa suruba é antiga, mas continua sendo escondida pela igreja com punições razoáveis a seus autores preferindo-se às indenizações que há cerca de dois anos atrás chegaram a 60 bilhões de reais somente na Europa.Desse jeito não tem dízimo que chegue!Falando sério.

O que a sociedade e o rebanho mais comportado da Santa Sé desejam, é ver as punições previstas em Lei como acontece com o cidadão comum que não usa batinas. Ver na cadeia àqueles que traumatizam, estupram e violentam o puder de criancinhas. A ofensa é feita a membros do mesmo rebanho que a igreja jura que tange para o Reino dos Céus. Mas quem tange o rebanho? É confiável o pastor que leva para o aprisco e na madrugada “traça” as ovelhas?No momento em que o tema da Campanha da Fraternidade orienta que se divida o que é servir a Deus ou ao dinheiro, tem padre servindo a garotinhos... Se faz urgente e visível uma posição da Igreja Católica que não seja colocar panos quentes nos escândalos sexuais tão aberradores. Há um alerta nas famílias paroquianas evitando-se permitir que os filhos se acautelem em cruzar o altar em direção a sacristia. Falando sério. O recente bispo de Garanhuns proferiu palestra sobre o assunto a alunos do colégio Diocesano, dias após ter assumido nossa diocese.Bom sinal.Coragem do reverendíssimo em tocar no tema de maneira esclarecedora e posicional.Mas é preciso que a igreja, enquanto instituição,tome atitudes veementes e de ordem pública.Do contrário, vai ficar mesmo difícil engolir a hóstia sem ter a certeza que a mão que oferece acabou de fazer um “boquete”.Falando sério.

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08/03/10 - 08:56
Achamos Auschwitz aqui

Minha verve de escrever não contempla a sala de visitas desta cidade. Falando sério. Porque sei que é nela que as administrações camuflam seus desatinos aos olhos da população. Por isso prefiro a cozinha e, se passo pela sala, acabo achando lixo debaixo do tapete. Outro dia uma senhora me abordou na rua aos prantos com o que viu no Centro de Zoonoses de Garanhuns. Havia revivido em imagens as mesmas atrocidades que os nazistas cometeram aos judeus nos campos de concentração de Auschiwitz durante a Segunda Guerra Mundial.

Falando sério. O centro fica nas proximidades da Cohab II e é uma espécie de matadouro extra oficial patrocinado pela Secretaria de Saúde e com aval da própria administração municipal. Os animais como cães, gatos e outros que são pegos perambulando pelas ruas ou doentes, são levados para lá pela temida carrocinha. Ali, padecem os piores maus tratos ao ganhar sua sentença de morte, primeiro em fome e sede e, em seguida a injeção letal ao passo de trinta dias, se não forem procurados pelos seus donos.

Na tentativa de encontrar seu cão de estimação, a senhora defrontou-se com o horror no silêncio e no olhar de miseráveis criaturas lânguidas de fome e secas de sede por vários dias consecutivos. Já foi um sacrifício tentar adentrar no fétido ambiente a procura do seu animal.

Um vigia mais irracional  do que os cães impediu a entrada.Tentou uma segunda vez, e desta feita, com um saco de ração que comprou voluntariamente apiedando-se da fome dos confinados.

Outro vigia rosnou impedindo a entrada e somente com súplicas, conseguiu deixar o alimento para os condenados que avançaram sobre a comida engolindo ora a ração e ora as próprias fezes ali ressecadas.

Uma situação de comover toda comunidade mundial do Greenpeace que só se preocupa com baleias. Falando sério. Imagina-se que tipo de procedimento funcional recebe esse tal centro e como é o dia a dia das chacinas animais com os requintes de crueldade deliberados por quem toca ou é responsável pela existência do órgão.Moradores da Cohab II escutam ao longe os grunhidos da agonia.

Os nazistas perderam a guerra e hoje o que o mundo tem de  Auschwitz são lembranças de horrores e judeus que contam a história. Mas no Centro de Zoonoses de Garanhuns, ainda não há previsão para o fim da guerra entre duas espécies de animais. A dos irracionais cujos latidos à beira da morte, da fome e da sede recebem a piedade do sentimento humano. E a dos racionais apontados como gestores, técnicos ou cargos de confiança cujo instinto animal é revelado muitos graus acima do que cães, gatos e jumentos ali confinados. Falando sério.


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